sábado, 22 de janeiro de 2011

"As palavras do falador ferem como pontas de espada, mas as palavras do sábio podem curar."

          Olhe para os seus relacionamentos. Tente imaginar a quantidade de palavras que você disse e depois se arrependeu amargamente. Palavras inoportunas que atingiram em cheio a alma dos amigos, da esposa, do marido, dos filhos…levando-os a gerar sentimentos negativos sobre eles mesmos e sobre a vida que viviam.
          Uma das maiores dificuldades que temos como seres humanos é o controle da nossa língua. Talvez seja esse o órgão do nosso corpo sobre o qual menos temos controle e, por isso, é o que mais causa desastres. Machucamos os outros gratuitamente. Rompemos relacionamentos de anos intempestivamente. Não tenho receio de afirmar que uma das maiores vitórias do ser humano é quando ele consegue dominar a sua própria língua.
          Muitos dos nossos problemas se iniciam precisamente com nossas palavras. E talvez você já tenha percebido, ainda que tardiamente, que não é possível interromper o curso de nossas palavras. Depois que falamos as tais palavras inoportunas, não é possível colocar uma barreira entre elas e o nosso interlocutor. Elas saem como se fosse um raio ao encontro de seu alvo. Somente param quando o atingem, previamente programado para destruir.
          Bastam apenas alguns segundos para abrirmos, através de nossas palavras, profundas feridas nas pessoas amadas, mas são necessários muitos anos para curá-las. Quanto rancor e mágoa ficam guardados em nosso coração porque ouvimos palavras indesejáveis de pessoas que jamais poderíamos imaginar se expressarem daquela forma?
          Nossas palavras podem ser portadoras de bem-estar e construir relacionamentos mais sadios ou ser portadoras de mal-estar e, com isso, destruir relacionamentos construídos ao longo de anos em apenas alguns segundos. Será que não precisamos controlar melhor nossas palavras?
Luiz Alexandre S. Rossi

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